
Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam. (Salmos 122 : 6)
Este salmo foi escrito alguns milhares de anos atrás, por um dos exilados judeus que voltavam do cativeiro babilônico. E como pode se ver, as batalhas em torno de Jerusalém e por ela são antigas. Não há solo no mundo sobre o qual tenha caído mais sangue do que o solo da região palestina. E quem conhece um pouco da bíblia sabe que a guerra física que se trava em torno de Israel é conseqüência de atos antigos que repercutiram e repercutem no mundo espiritual.
O papel do crente moderno é orar por Israel e pelo povo que habita a região palestina, rogar ao eterno Deus que traga paz e alívio para um povo que convive com o ódio e a intolerância. Temos de colocar o povo de Abraão como uma de nossas prioridades ao orar a Deus.
E alguém pode indagar; “Porque devo orar por Israel em especial se tantas nações no mundo, inclusive o Brasil, passam por graves problemas também?”
Eu lhe digo que temos de orar por Israel por ser ela uma nação sacerdotal, através da qual Deus se revelou ao mundo e pela qual, sem dúvidas, Ele nutre um amor especial. As sagradas escrituras e toda fé Cristã está enraizada na história de amor entre Jeová e Israel, e de maneira alguma podemos desprezar essa nação e o povo judeu. O apostolo Paulo nos ensina que somos ramos enxertados na Olveira espiritual, e que eles, os judeus, são ramos naturais; que por um tempo foram cortados, mas voltarão a ser enxertados para que a glória de Deus volte a resplandecer em Israel, o berço da nossa fé. ( Rom 11. 16-26)
A história de Deus com Israel é como a de um pai com seu filho rebelde. Que diz “Eu sei que meu filho está errado, mas não o toquem! Porque eu o amo, e sei que um dia ele vai mudar.”
Não nos cabe fazer julgamentos, e dizer quem está certo e que está errado na mui antiga disputa entre judeus e palestinos, nos cabe orar para que os nossos irmãos rebeldes se voltem para os braços do Pai e encontrem em Jesus, verdadeiro messias, a verdadeira paz.
Sei porém, que a disputa está longe de ser resolvida, e escatologicamente entendemos que a paz só virá, por um tempo, naquela região quando se manifestar o filho da perdição, o Anticristo.
Louvo as manifestações em prol da paz, como as tomadas pelo presidente francês, desde que não sejam carregadas de preconceitos, de anti-semitismo. Porém afirmo com base nas sagradas escrituras quem ninguém pode fazer nada melhor por Israel do que orar, do que clamar, e pedir ao Rei de Salém que traga paz sobre Sião!
Jerusalém significa “ Paz” então peçamos “Shalom para Shalom”
Há quem ore de olho na segunda parte do verso: “prosperarão aqueles que te amam”. (Salmos 122 : 6)
Mas pra isso não basta orar pela terra prometida, tem de amar, tem de amar...
Pr. Diogo Dantas

4 comentários:
Está atento às notícias tendenciosas da mídia é realmente importante. O panorama apresentado responsabiliza muito mais os judeus pelos conflitos existentes do que os árabes. Os mesmos meios de comunicação que acusam Israel, nada comentam sobre o fato de Israel ser a única democracia do Oriente Médio.
Por causa do panorama anti-semita apresentado, vemos crentes defendendo árabes e criticando Israel. Não nos enganemos. Como crentes, sabemos que foi o Nosso Deus que entregou aquela terra pra eles quando seus pais saíram do Egito com Moisés. Eles são nossos irmãos, é o nosso povo. Quando o mundo rejeita a Israel está rejeitando o nosso Deus.
Não sejamos nós participantes do antijudaísmo verbal espalhado pelo mundo. Por trás de tudo isso está a atuação maligna de Satanás que sabe que Israel tem um futuro messiânico maravilhoso. Um dia Jesus, o Messias, voltará para salvar seu povo e fazê-los muito feliz sob seu governo. Oremos e amemos sim, Israel.
Tainan Dantas
Prezado Pr. Dantas,
É com alegria que li seu artigo. Na verdade há pontos nele que merecem uma revisão. Não ortográfica, mas teológica. Não há nenhuma "heresia", mas pequenos ajustes, que sinceramente acho que você concordará comigo.
Fico feliz que um Pr. se preocupe com o atual conflito em Israel, nossos irmãos judeus precisam realmente de orações. Você sabia que há vários judeus crentes lutando em Israel? Vamos orar por eles.
Bem, quanto aos ajustes vamos lá:
- Os judeus não são irmãos "rebeldes". No início de seu texto você condena o antisemitismo, mas uma leitura histórica acurada da associação dos judeus com "irmãos rebeldes" tem raízes profundas no antisemitismo da patrística, que surgiu após o II século de nossa era. Tome cuidado, pois ao refutar o anti-semitismo, você também pode estar reproduzindo-o inconscientemente.
- Outro ponto, Paulo em Romanos 11, não se refere à "videira", mas a "oliveira", são categorias exegéticas diferentes, de esferas diferentes. Jesus refere-se a dependência dos santos para frutificar, Paulo refere-se a origem histórico/profética de Israel e como a Igreja tem raízes profundas neste povo. Assim, a oliveira (Rm 11) é uma referência parabólica a Israel.
Reafirmo que não estou te refutando, mas contribuindo para que seu texto seja uma reflexão ainda mais excelente!
Parabéns!
No Mestre Jesus,
Igor Miguel
teologo.org
DESCULPE DIOGO, MAS ESTE ABAIXO É O TEXTO CORRETO... FIZ ALGUMAS LEVES MODIFICAÇÕES.... OBRIGADO!
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Paz!
Palavra pequena em nossa língua, mas que faz falta quando não se torna realidade.
Creio profundamente que esta guerra, por menos que isso possa parecer, tem uma explicação mais espiritual - fazendo parte de fatos já previstos profeticamente nas Escrituras - do que simplesmente física ou que simplesmente uma briga entre "israelenses e palestinos" ou por porções de uma Terra do tamanho do Estado brasileiro de Sergipe, em extensão. O Estado de Israel - por mais laico ou secular que pareça se comportar uma boa parcela de sua população judaica, não sendo tão religiosos assim hoje - ainda é um Estado que foi forjado (a palavra é esta!) por D'us, como a História tem provado desde 1948, e é um sinal (ainda que não num cumprimento pleno profético, mas somente ainda um sinal!) para os futuros reais propósitos que o Todo-Poderoso tem ainda com o Seu Povo - a remanescente do povo judeu - na Terra (Rm 11;1-5).
Devemos ser complascentes e ajudar, sim, o povo árabe palestino, pois uma grande parte dele sofre, sendo inocente, as ações de grupos que, em seu meio, alistam crianças para uma guerra cujo propósito é "a morte a Israel" (frase não raramente proclamada entre estes grupos ou por líderes simpatizantes destes grupos) ou que as usam como escudo humano ou que atacam territórios de população cívil israelense, sem motivo algum, simplesmente com o objetivo de matar.
Mas precisamos, como Igreja, ter a consciência de que, por mais que o Estado de Israel erre em algo (e erra pois é formado por humanos!), há promessas que ainda são preservadas ao povo judeu - aquele povo que deu origem a este Estado moderno e democrático no Oriente Médio - e que um dia serão cumpridas plenamente (como promessas escritas em Jr 31;10, Jr 33;9, Mq 4;1-13, Ez 11;15-21, Ez 28;25-26). Paulo, um mestre judeu e discípulo de Jesus, sabia e compreendia todas estas promessas referenciadas acima, sendo por isso que ele perguntou, em uma de suas cartas, se por acaso "D'us tinha rejeitado Seu povo" (Israel). Depois de usar sua própria vida como uma prova viva dessa não-rejeição divina a Israel (por ele ser judeu crente), afirmou categoricamente que "D'us não rejeitou o seu povo, que antes conheceu" (Rm 11;1-2). E, tenho certeza, que exortações como estas, ou como as escritas em Rm 11;17-18, não foram preservadas até os nossos dias nas Escrituras do Novo Testamento para serem deixadas de lado.
Retomo e reafirmo: não devemos esquecer dos palestinos. Devemos orar por eles, amá-los e ajudá-los, tanto quanto o faríamos aos israelenses lá ou qualquer outro povo, principalmente agora que grande parte dele está sofrendo agora. Uma prova disso são os milhares de cristãos (católicos e protestantes) que, em vez de sairem dos territórios selecionados e previamente avisados para evacuação (isso mesmo, Israel avisa antecipadamente aos alvos para poupar o maior número de inocentes e cívis mortos!), preferem arriscar suas vidas para ajudarem algum palestino que possa sair ferido, prestando assim uma ajuda humanitária. Mas, também, como Igreja de Cristo, conhecedora que somos das promessas de D'us ao Povo que Ele preservou por milênios e que Ele mesmo o fez retornar àquela Antiga Terra, é que por eles devemos orar, pedindo que sejam impedidas toda forma de anti-semitismo disseminado no mundo - principalmente em tempos como este - e qualquer tentativa de destruição de Israel, para que aquelas eternas promessas bíblicas possam ser cumpridas. Sabemos que aqueles são os intuítos malignos do Inimigo. Por isso orar é é necessário. Orar para que conheçam a Jesus, como seu precioso Messias, para que então possam cumprir as promessas em plenitude, sendo re-enxertados na Oliveira, conforme Rm 11, que é o símbolo do remanescente Povo de Israel, cuja raíz são os patriarcas, do qual veio a descend�
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